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Esta página descreve como o teto de capacidade é calculado em linguagem direta, sem fórmulas internas. O objetivo é que você consiga interpretar o relatório e questionar os números quando precisar.

A pergunta que a análise responde

Tudo na metodologia gira em torno desta pergunta: dado o seu app no estado atual e a sua meta de usuários, qual é o ponto a partir do qual a arquitetura começa a ceder? Para responder, o VibeScale projeta o consumo do seu app em cada API e serviço, encontra a primeira restrição que estoura, e aplica uma margem de segurança. Esse é o teto.

Os três ingredientes

Para cada API ou serviço que o seu app consome, o cálculo do teto precisa de três coisas:

Capacidade do tier

O limite contratado naquele tier — ex.: 100 mil requisições/mês, 50 mil usuários ativos, 10 GB de armazenamento.

Uso por usuário

Quanto cada usuário consome daquele recurso por dia em média.

Janela do limite

Se o limite é por segundo, hora, dia ou mês — para normalizar tudo na mesma escala.
Os dois primeiros vêm de você (Revisão de Planos + Ajuste de Premissas). O terceiro vem do catálogo público do serviço.

Como o teto é calculado

Em três passos:
1

Projeta consumo por API

Para cada API, o VibeScale calcula quantos usuários cabem dentro do limite daquele tier — considerando o uso por usuário e a janela do limite.
2

Identifica o limite mais apertado

Entre todas as APIs analisadas, o VibeScale escolhe o menor dos números calculados acima. Esse é o serviço que vai estourar primeiro — o gargalo.
3

Aplica margem de segurança

O número final do teto é 90% do limite mais apertado. Os 10% restantes são folga para variações reais de tráfego, picos imprevistos e ruído de medição.

Por que apenas um gargalo importa

O teto é definido pelo serviço mais restritivo, e somente por ele. Esta é uma decisão deliberada: fazer upgrade do segundo serviço mais apertado não muda o teto enquanto o gargalo verdadeiro estiver no caminho. Se você fizer upgrade do gargalo (ou trocar por um provedor com limites maiores), o teto sobe — até esbarrar no próximo limite mais apertado, que vira o novo gargalo. Esse é o ciclo natural de escalonar a arquitetura: identificar o gargalo, resolver, encontrar o próximo.
É por isso que a aba Ações começa sempre com sugestões focadas no gargalo atual. Resolver outros pontos primeiro é trabalho que não move o teto.

Quando o teto não pode ser calculado

Algumas situações fazem o teto sair como desconhecido em vez de um número:
  • Falta uso por usuário — o catálogo conhece o limite do tier mas não tem benchmark de consumo, e você pulou o Ajuste de Premissas para aquela API.
  • Limite em janela curta — alguns limites são por segundo ou por minuto (rate limits), que descrevem capacidade de pico, não consumo agregado. O VibeScale exclui esses do cálculo de teto porque multiplicá-los por 86.400 segundos/dia produziria tetos artificiais de centenas de milhões de usuários.
  • Restrição não numérica — alguns tiers têm limites qualitativos (“suporte por e-mail apenas”) que não entram em cálculo de capacidade.
Quando isso acontece, a linha do tempo de capacidade simplesmente não renderiza — o restante do relatório (subscores, web vitals, tabela de APIs) continua válido.

Subscores: Performance, Acoplamento, Dados

Cada um dos três subscores é independente e roda contra um conjunto próprio de regras:
SubscoreAvalia
PerformanceLCP, INP, CLS, tamanho do bundle. Cada métrica recebe uma faixa (bom / aceitável / ruim) baseada nos thresholds do Web Vitals.
AcoplamentoEstrutura modular, isolamento de responsabilidades, padrões de import. Pontos de contato que tendem a virar problema com escala.
DadosComo dados são lidos, escritos, cacheados e propagados. Padrões que aguentam ou não aguentam crescimento.
Os três são apresentados separadamente porque atacam dimensões diferentes — não faz sentido somá-los em um único número. Você pode estar excelente em Performance e ainda ter um problema de Acoplamento que vai aparecer no segundo trimestre.

Como confiar no número

O teto é uma projeção, não uma garantia. Ele é tão preciso quanto:
  • A precisão dos dados de tier que você confirmou na Revisão de Planos.
  • A representatividade das premissas que você manteve ou ajustou.
  • A cobertura das APIs detectadas (mais APIs adicionadas = projeção mais robusta).
Se o teto sair muito mais alto ou mais baixo do que a sua intuição diz, vale revisitar essas três entradas. O cálculo é determinístico — passar pelas mesmas entradas duas vezes produz o mesmo teto.